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ARTIGO: É com inteligência, e não com ódio, que se promove a segurança

  • Foto do escritor: Nilto Tatto
    Nilto Tatto
  • 13 de mai.
  • 2 min de leitura


Não existe solução simples para um problema que envolve desigualdade social e econômica, crime organizado, tráfico de armas, drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. A segurança pública seguramente se tornou uma das pautas mais delicadas e complexas do País. Para garantir direitos, proteger a população e enfrentar a violência, no entanto, é preciso inteligência e responsabilidade, não o discurso fácil de quem quer resolver tudo à força.


Após um período sombrio marcado pela politização irresponsável das forças de segurança, a partir de 2023 o Brasil retomou o debate sério sobre políticas públicas estruturadas e o governo federal voltou a assumir protagonismo nessa agenda. A PEC da Segurança Pública apresentada pelo executivo Federal foi um bom exemplo, ampliando a integração entre União, estados e municípios, fortalecendo a cooperação e a inteligência no combate às organizações criminosas.


Além disso, nesta semana o governo Lula lançou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, voltado ao enfrentamento das facções, do tráfico de armas, da lavagem de dinheiro e das redes financeiras que sustentam o crime. Segurança pública não se faz com discursos agressivos na internet, a marca registrada da extrema direita, mas com investigação, fiscalização e atuação coordenada.


Outras medidas importantes vêm sendo adotadas pelo governo Federal, como o fortalecimento da Polícia Federal, a recomposição da autonomia dos órgãos de fiscalização e controle e o reforço das operações nas fronteiras. Afinal, o avanço das facções também está ligado ao tráfico internacional, ao garimpo ilegal, ao contrabando e à corrupção. A responsabilidade sobre a segurança, no entanto, é compartilhada entre os entes da federação.


Em São Paulo, por exemplo, onde a situação é especialmente preocupante, o governador Tarcísio de Freitas assiste passivamente ao crescimento da influência das organizações criminosas no Estado. Além disso, denúncias de ligações, diretas ou indiretas, entre agentes públicos e facções aprofundam a insegurança e fragilizam a confiança nas instituições paulistas. A sensação de insegurança é generalizada.


Enquanto isso, a extrema direita insiste em transformar a segurança pública em palanque político apenas com viés eleitoreiro. É perverso ver que estes setores criminalizam meninas e mulheres vítimas de violência e abuso, enquanto defendem anistia ou penas mais brandas para golpistas e criminosos ligados ao poder econômico ou ao seu agrupamento político.


O Brasil precisa enfrentar o crime organizado sem ódio, sem oportunismo político, sem showzinho nas redes sociais e sem seletividade, mas com política pública transversal e a seriedade que o tema merece.

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