top of page
  • Foto do escritorNilto Tatto

Artigo: Uma revolução em prol da Agricultura Familiar


Safra
Foto Divulgação Site Gov

Quando falamos da produção de alimentos no Brasil, muito se fala da

importância do agronegócio como gerador de empregos, investimentos e

ganhos econômicos para o país. O que muita gente ainda desconhece é a

relevância da agricultura familiar para garantir o alimento que chega na

sua mesa, todos os dias.


Para você ter uma ideia, segundo dados do último Censo Agropecuário

realizado pelo IBGE, a agricultura familiar é a base econômica de 90% dos

municípios brasileiros com menos de 20 mil habitantes. É responsável por

48% do valor de produção de café e banana; 80% da mandioca, 69% do

abacaxi e 42% do feijão. Portanto, imaginem o impacto positivo de

políticas públicas de financiamento e apoio técnico aos agricultores

familiares.


Nesse sentido, é preciso saudar a iniciativa do presidente Lula que lançou

o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024-2025, um ousado plano de

recursos para esse segmento, com o potencial de ampliar a participação

dos pequenos agricultores e qualificar a produção de alimentos saudáveis

no país.


Serão R$ 76 bilhões (isso mesmo, bi!) em crédito rural por meio do Pronaf,

valor 43,3% maior do que o valor do último plano Safra do governo

anterior. Foram criadas 10 novas linhas de financiamento de crédito rural

com taxas reduzidas, incluindo linhas especiais para mulheres e jovens

que queiram produzir. O pequeno agricultor que produzir arroz terá juros

reduzidos na comparação com outras culturas, para compensar eventuais

perdas por conta da situação do Rio Grande do Sul, maior produtor do

país.


Pela ótica ambiental, é o plano Safra da Agricultura Familiar mais

agroecológico da história, com taxas de juros reduzidas para produção

orgânica, agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade. Lula

anunciou o lançamento do programa Ecoforte, que já terá garantido em

seu primeiro edital R$ 100 milhões que beneficiarão 40 redes e cerca de

30 mil agricultores familiares.


Como a lógica do grande latifúndio é voltada à exportação, a valorização

do pequeno agricultor garante a segurança alimentar do Brasil. Se o

campo não planta, a cidade não janta!

Comments


bottom of page