Nilto Tatto debate impactos dos Data Centers e da Inteligência Artificial em roda de conversa com Rede Confluentes e IDEC
- Nilto Tatto

- 26 de jun.
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O deputado federal Nilto Tatto participou, em São Paulo, de uma roda de conversa promovida pela Rede Confluentes, em diálogo com o IDEC, para debater os impactos da Inteligência Artificial, da economia digital, da proteção de dados e da Política Nacional de Data Centers sobre os direitos da população, o meio ambiente e o desenvolvimento do país.
A atividade contou com a participação de Júlia Faustina Abad, coordenadora do Programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do IDEC; Nicole Carnizelo, da Rede Confluentes; além de convidados e participantes da rede. O encontro reuniu diferentes olhares sobre os desafios impostos pelas novas tecnologias e pela expansão da infraestrutura digital no Brasil.
Durante sua fala, Nilto Tatto resgatou sua trajetória de luta em defesa do meio ambiente, dos povos tradicionais, da agricultura familiar e do desenvolvimento sustentável. O parlamentar destacou sua atuação no Congresso Nacional em temas relacionados às mudanças climáticas, à proteção dos recursos naturais e à construção de políticas públicas capazes de enfrentar desigualdades históricas.

Ao tratar do avanço da Inteligência Artificial e da economia digital, o deputado alertou para o risco de um novo neocolonialismo tecnológico, no qual grandes corporações e países concentram o controle dos dados, da tecnologia e da capacidade computacional, enquanto os impactos sociais e ambientais recaem sobre os territórios mais vulneráveis.
Segundo Nilto, o debate sobre data centers não pode ser reduzido à lógica dos negócios, dos investimentos e da inovação tecnológica. É preciso considerar também o consumo intensivo de energia, água e recursos naturais, bem como os efeitos dessa expansão sobre comunidades, territórios e o meio ambiente.
“A tecnologia precisa estar a serviço da vida, da sociedade e da redução das desigualdades. Não podemos repetir, na era digital, a velha lógica de exploração dos territórios e dos recursos naturais em benefício de poucos, deixando para a população os custos ambientais e sociais”, defendeu o deputado.

Nilto também afirmou que a transição ecológica exige uma mudança profunda na forma como a sociedade produz, consome e se relaciona com a natureza. Para ele, essa mudança deve vir acompanhada de justiça social, para que as soluções ambientais não recaiam injustamente sobre os mais pobres e vulneráveis.
O parlamentar lembrou ainda a reflexão do Papa Francisco de que a política, quando colocada a serviço do bem comum, da dignidade humana e do cuidado com a Casa Comum, é uma das formas mais elevadas de caridade. Nesse sentido, defendeu que o avanço tecnológico deve estar subordinado ao interesse público, à preservação ambiental e à redução das desigualdades.

Durante a roda de conversa, também foram debatidos temas como regulação das plataformas digitais, proteção de dados pessoais, soberania digital, transparência algorítmica, direitos dos consumidores no ambiente digital e os desafios regulatórios impostos pelas novas tecnologias.
Para Nilto Tatto, o Brasil precisa construir uma política de soberania digital alinhada à justiça climática, garantindo que o desenvolvimento tecnológico ocorra com responsabilidade socioambiental, transparência e respeito aos direitos dos cidadãos.
“O futuro digital do Brasil precisa ser democrático, inclusivo e sustentável. Inteligência Artificial, data centers e inovação tecnológica não podem caminhar separados da justiça climática, da proteção dos dados, da defesa dos consumidores e da inclusão social”, concluiu.













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