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ARTIGO: A ÉTICA COMO SALTO PARA A HUMANIDADE

  • Foto do escritor: Nilto Tatto
    Nilto Tatto
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

 


A história da humanidade é, antes de tudo, a história da transformação. Somos a espécie que molda o ambiente, que aprende com os próprios erros, que inventa ferramentas, linguagens, cidades e futuros. Construímos pontes, sistemas de energia, redes de comunicação e conhecimento. Onde havia limites, criamos caminhos.

 

Essa capacidade de adaptação e inovação atinge seu ponto mais impressionante quando olhamos para o espaço. Missões como a Artemis II, conduzida pela NASA, mostram que somos capazes de ultrapassar as fronteiras do planeta e projetar nossa existência para além da Terra. Não se trata apenas de tecnologia, mas de imaginação, cooperação e visão de futuro. É a prova concreta de até onde o ser humano pode chegar quando decide construir.

 

Mas esse mesmo ser humano, capaz de feitos extraordinários, também revela sua face mais contraditória. Enquanto avançamos rumo à Lua ou a Marte, seguimos produzindo, como nunca, instrumentos de destruição em massa. O anúncio de novos investimentos trilionários em armamentos por parte de Donald Trump expõe essa contradição brutal.

 

Como justificar tamanha mobilização de recursos para a guerra em um mundo onde milhões ainda passam fome? Como aceitar que falte investimento para enfrentar a crise climática — que ameaça a própria sobrevivência da vida no planeta — enquanto sobram bilhões para alimentar conflitos?

 

A mesma inteligência que constrói foguetes é usada para fabricar armas. A mesma capacidade de cooperação que leva astronautas ao espaço é negada quando se trata de garantir dignidade para todos aqui na Terra. Esse é o grande dilema do nosso tempo: não é a falta de conhecimento, nem de tecnologia, nem de recursos. É a escolha política e moral sobre como utilizá-los.

 

Se somos capazes de chegar à Lua, somos plenamente capazes de erradicar a fome, proteger o meio ambiente e construir um mundo mais justo. Essa não deveria ser a prioridade? Talvez o verdadeiro salto civilizatório que precisamos não seja tecnológico, mas ético.

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