top of page
  • Facebook ícone social
  • Twitter
  • Instagram
  • YouTube
  • WhatsApp-icon

ARTIGO: Produzir melhor para viver bem

  • Foto do escritor: Nilto Tatto
    Nilto Tatto
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


A escala 6 x 1 deixou de ser apenas uma regra de organização do trabalho e se tornou símbolo de um modelo que rouba do trabalhador seu direito ao tempo livre. Trabalhar seis dias para descansar um significa escolher entre cuidar da saúde, conviver com a família, resolver tarefas domésticas ou recuperar o corpo. Ao transformar essa experiência cotidiana em debate nacional, o movimento pelo fim da 6 x 1 mudou a percepção do País: emprego digno não é somente salário, mas principalmente ter vida fora do serviço.


Essa mudança ajuda a explicar o desgaste dos parlamentares de extrema direita contrários à redução da jornada. Eles gostam de falar em família, liberdade e bem-estar, mas na hora de votar, defendem o modelo mais perverso para quem, ao contrário da maioria deles, depende da sua força de trabalho para viver. A contradição é evidente. Não existe defesa da família quando pais e mães não veem seus filhos; não existe liberdade quando o único dia de folga é consumido pelo cansaço e pelas obrigações acumuladas.


A direita tenta espalhar o medo de que trabalhar menos quebraria empresas e destruiria empregos, mas a experiência internacional desmente esse discurso. Países desenvolvidos frequentemente apresentados como exemplos de eficiência, como Alemanha, Dinamarca, Holanda e Noruega, possuem jornadas menores, férias amplas e relações de trabalho equilibradas. Nem assim deixaram de ser economias fortes e produtivas, mas ao contrário: seus limites à jornada estimularam a inovação, a organização, a qualificação e a produtividade por hora.


Mais tempo livre também movimenta a economia, já que o trabalhador descansado consome, estuda, cuida da saúde, frequenta espaços culturais, pratica esporte e participa da vida comunitária. Além disso, reduzem-se acidentes, afastamentos e doenças causadas pelo esgotamento. Ou seja, o debate sobre a escala 6 x 1 não opõe trabalhador e desenvolvimento, mas confronta dois projetos — um baseado na exploração e outro na dignidade. O Brasil começa a perceber que progresso não é trabalhar até adoecer, mas produzir melhor para viver bem.

Comentários


LOGO OFICIAL.png

BRASÍLIA - Câmara dos Deputados - Praça dos Três Poderes | Anexo IV / Gab. 502

CEP: 70160-900 | Brasília - DF | Fone: (61) 3215-5502

SÃO PAULO -  Escritório político - Rua Major Sertório, 200 Conj. 402 - Vila Buarque

CEP: 01222-001 | São Paulo - SP |  Fone: 11 3129-7492 

E-mail: dep.niltotatto@camara.leg.br    

bottom of page