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ARTIGO: BALANÇO DA COP - É preciso fazer acontecer

  • Foto do escritor: Nilto Tatto
    Nilto Tatto
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Nilto Tatto  em um dos painéis da COP30 - Transformação Ecológica: o Novo Pacto Civilizatório do Brasil
Nilto Tatto em um dos painéis da COP30 - Transformação Ecológica: o Novo Pacto Civilizatório do Brasil

A COP 30 entrou para a história como uma das maiores conferências climáticas já realizadas, tanto em número de participantes quanto na força da sociedade civil presente em Belém. Povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, juventudes, movimentos ambientais e organizações sociais não apenas ocuparam espaços, mas pautaram debates, pressionaram governos e lembraram ao mundo que não há transição justa sem justiça socioambiental.



O otimismo, porém, não dispensa realismo. O presidente Lula lançou o “Mapa do Caminho”, uma proposta que busca estabelecer um plano global para a redução gradual do uso de combustíveis fósseis, mas líderes de grandes potências do setor ainda não assumiram compromissos vinculantes que garantam a redução efetiva do uso de petróleo, gás e carvão, que continuam sendo pilares de suas economias. Muitos governos ainda relutam em assumir metas ambiciosas, temendo impactos políticos e econômicos no curto prazo.



Apesar disso, conquistamos avanços importantes, como o aumento da ambição climática, especialmente no reconhecimento de responsabilidades dos países que se configuram como os maiores emissores históricos e na ampliação de mecanismos de financiamento aos países em desenvolvimento. O debate sobre perdas e danos ganha maturidade e cresce a compreensão de que a transição energética precisa ser global, solidária e estratégica, garantindo inclusão e respeito a povos tradicionais e trabalhadores.



Para o Brasil, a COP 30 representou muito mais do que sediar um evento. O País saiu fortalecido politicamente, reafirmando seu papel de articulador internacional e liderança na agenda ambiental. Ao mesmo tempo, foi cobrado a transformar discurso em ação, principalmente no combate ao desmatamento e na definição de sua própria transição energética.



O balanço final é que o mundo não tem mais tempo a perder. A crise climática está na ordem do dia e o Brasil tem a oportunidade – e a responsabilidade – de ser protagonista dessa mudança. O futuro exigirá coragem, cooperação e compromisso. A COP 30 mostrou que esses ingredientes começam a se alinhar. O desafio agora é fazer acontecer.


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