• Nilto Tatto

ARTIGO: COMPROMISSO AMBIENTAL


Pelo menos desde 1992, quando as Nações Unidas realizaram a Conferência do Clima no Rio de Janeiro (ECO-92), a pauta ambiental tem sido alvo de disputas, envolvendo cientistas, ambientalistas e parta da sociedade civil de um lado e do outro, os setores mais atrasados da economia e da política. Não por acaso, ainda hoje o discurso anti-meio ambiente se pauta na falsa dicotomia entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico, o mesmo adotado pelos negacionistas desde a primeira grande reunião de chefes de Estado para tratar da vida no Planeta, a Conferência de Estocolmo, em 1972.


Bolsonaro e Salles: sem vontade política de preservar o meio ambiente e a vida. Foto: Agência Brasil/divulgação

Enquanto os promotores de uma exploração inconsequente dos recursos naturais não atualizam sua narrativa, do lado dos ambientalistas a história é outra. Os avanços tecnológicos, científicos e do conhecimento permitiram o entendimento cada vez maior da importância do equilíbrio natural para a manutenção da vida. Novas políticas e práticas ecológicas são debatidas, projetadas e implementadas todos os anos, no mundo todo. Ainda que o atual governo brasileiro não seja o único a negar a ciência e o diálogo, muito trabalho e conhecimento vem sendo desenvolvido em vários países, inclusive aqui.


No Congresso Nacional, sou coordenador da Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma articulação envolvendo parlamentares, cientistas, ambientalistas e a sociedade civil em torno da Agenda 2030, um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade. Ou seja, estamos discutindo politicas que devem nortear as práticas globais nos próximos 10 anos. Outro exemplo é a Coalizão Direitos Valem Mais, constituída por mais de 200 redes, fóruns, frentes e conselhos nacionais de direitos e associações de gestores públicos das várias áreas sociais e ambientais, com o objetivo de incidir de forma positiva sobre o Orçamento Público para o ano que vem.


Nós já reduzimos os danos ambientais anteriormente e hoje temos uma capacidade ainda maior de fazê-lo, mas se não o fizermos, não será por falta de capacidade, mas de compromisso político dos nossos governantes com a agenda ambiental.


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