ARTIGO: O Brasil vai avançar ou pagar o preço do retrocesso?


No domingo o Brasil fará uma escolha que vai além de dois nomes e cujo resultado definirá os rumos do País e das nossas vidas nos próximos anos.
De um lado está um projeto que aposta no desenvolvimento com inclusão social, soberania nacional, redução das desigualdades e proteção do meio ambiente. É a compreensão de que o crescimento precisa se materializar na mesa das famílias, no fortalecimento dos serviços públicos e na preservação das condições que sustentam a vida.
Nos últimos anos o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, ampliou políticas de saúde e educação e recuperou espaço internacional. De 2023 pra cá, assumimos protagonismo nos debates sobre clima, combate à fome e defesa da paz. Até o Fundo Monetário Internacional (FMI) já projeta que em 2027 estaremos entre as oito maiores economias do mundo.
Do outro lado, há um projeto que permanece nebuloso no debate público: faltam respostas claras sobre prioridades e propostas para problemas concretos, como emprego, renda, saúde, educação, clima e desenvolvimento. Essa indefinição gera insegurança, sobretudo porque a direita e a extrema-direita conquistaram maioria tanto na Câmara como no Senado.
Um governo precisa negociar e prestar contas, mas uma maioria parlamentar ampla e alinhada cegamente pode reduzir o espaço para o contraditório e a participação social, facilitando medidas que ameacem direitos e políticas públicas. Isso não significa que o Congresso será um bloco único ou que o presidente terá poder ilimitado, mas é preciso reconhecer que a democracia depende de debate, fiscalização e instituições respeitadas.
Além disso, concentrar tanto poder em um campo que já demonstrou desprezo pelas regras democráticas é um risco que não podemos ignorar. Por isso no domingo cada voto é importante na definição de que País queremos construir: um Brasil que inclui, protege a vida e busca desenvolvimento com justiça, ou um caminho de incertezas, retrocessos e autoritarismo.
A democracia não se resume ao voto, mas é por ele que definimos quem tomará as decisões em nosso nome. Vamos escolher com consciência, pensando no futuro de todas e todos.













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