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  • Foto do escritorNilto Tatto

ARTIGO: ORGULHO DE SER BRASILEIRO




Como um dos colaboradores do plano de governo Lula para o meio ambiente, participei de uma reunião na última semana com 24 diplomatas da União Europeia, preocupados que estão com a agenda ambiental, em uma eventual reeleição do atual presidente da República na disputa presidencial brasileira. Aproveitei a ocasião para lembrar os presentes que não haverá qualquer avanço na área caso este projeto seja reconduzido ao governo.


Só alguém muito ingênuo ou de extrema má-fé poderia associar as políticas de Estado adotadas nos últimos 4 anos no Brasil, com algum avanço ambiental. Foram anos seguidos de recordes de queimadas e desmatamento em praticamente todos os biomas terrestres brasileiros; além do derramamento de óleo nas praias do Nordeste; dos resíduos de agrotóxicos nas águas e da poluição atmosférica, que voltou a castigar os moradores de grandes cidades.


Os conflitos fundiários aumentaram nos 4 últimos anos, reproduzindo a violência contra indígenas, quilombolas, ribeirinhos, caiçaras e pequenos produtores rurais, perseguidos, violentados e muitas vezes mortos defendendo suas terras e suas famílias. Os beneficiários deste processo criminoso, são geralmente latifundiários, frequentemente ligados ao atual governo. Portanto, nenhum indicador pode prever alguma mudança de rumo na política ambiental brasileira.


A exceção só existe no caso de Lula vencer as eleições e voltar a ocupar o cargo mais importante da República. Conforme tornei público na reunião acima citada, num futuro governo Lula, vamos arrumar a casa – fazer a nossa parte na garantia da preservação e dos direitos socioambientais, para em seguida, cobrar que os países desenvolvidos assumam suas responsabilidades, que são comuns, mas diferenciadas.


Precisamos retomar o processo de demarcação de terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação; reduzir o uso intensivo de agrotóxicos; combater as queimadas e o desmatamento ilegais; retomar o Fundo Amazônia e outros mecanismos de proteção socioambiental, de forma sustentável e com o foco nos povos tradicionais. Só assim recuperaremos o nosso protagonismo e com ele, o orgulho de ser brasileiros!



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