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ARTIGO: QUAL FUTURO QUEREMOS CONSTRUIR? PARA QUEM?

  • Foto do escritor: Nilto Tatto
    Nilto Tatto
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

 

A poucos meses do início da campanha eleitoral de 2026, decidimos intensificar um movimento estratégico: garantir que a pauta socioambiental deixe de ser periférica e passe a ocupar o centro das decisões políticas do país. A iniciativa da Frente Parlamentar Ambientalista, da qual sou o coordenador, é imperativa em um contexto de crise climática, perda de biodiversidade e aprofundamento das desigualdades. Não se trata de uma escolha ideológica, mas de uma necessidade concreta para o futuro do Brasil.

 

Esse esforço se materializa na construção de diretrizes, propostas e articulações capazes de orientar candidaturas e qualificar o debate público. O “Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental” é um dos principais instrumentos desse processo, ao oferecer um conjunto de prioridades e ações para os próximos anos, direcionando parlamentares, assessorias e a própria sociedade.

 

A construção dessa agenda envolve os 13 Grupos de Trabalho da Frente Ambientalista e uma ampla rede de organizações da sociedade civil, como Legisla Brasil, NOSSAS, Engajamundo e o Observatório do Clima. Trata-se de um esforço coletivo que conecta conhecimento técnico, mobilização social e incidência política, além de dialogar com a Bancada do Clima e lideranças comprometidas com a defesa dos territórios, dos biomas e dos povos tradicionais.

 

Mais do que produzir documentos, o objetivo é transformar compromissos em decisões concretas — especialmente no campo legislativo e orçamentário. Isso significa discutir desde a transição energética até a proteção das águas, passando pelo combate ao racismo ambiental e a garantia de direitos para comunidades indígenas, quilombolas e populações tradicionais.

 

Nesse contexto, iniciativas como o encontro “O Futuro em Disputa: Clima e Sustentabilidade no centro das decisões do Brasil”” cumprem o papel de impulsionar o debate e alinhar estratégias, mas o desafio vai além: é fazer com que essas ideias se traduzam em programas de governo e compromissos eleitorais reais. Para isso, é fundamental ampliar o engajamento. Candidatos e candidatas precisam assumir publicamente suas posições e responsabilidades diante da crise climática.

 

Mas não é só: eleitores e eleitoras têm o papel decisivo de cobrar, acompanhar e escolher representantes comprometidos com um projeto de país sustentável. Colocar a pauta socioambiental no centro das eleições de 2026 é, em última instância, decidir que futuro queremos construir — e para quem. 

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