• Nilto Tatto

ARTIGO: DIA DO DESEMPREGADO?


Fila de pessoas procurando emprego na capital paulista, durante o governo Bolsonaro

O domingo próximo, será o Dia do Trabalhador desde que Dilma Rousseff foi afastada de suas funções como Presidenta da República. De lá para cá, nos quase 6 anos de governos Temer e Bolsonaro, muitas promessas de melhorias para o País foram feitas, gerando como resultado a retirada de direitos sociais, trabalhistas e a decadência da economia brasileira.

Após o impeachment sem crime de responsabilidade de Dilma, o presidente tampão, aliado à parte da grande mídia, do setor financeiro e do empresariado, defenderam as reformas Trabalhista, da Previdência e do Teto de Gastos, além das privatizações, dizendo que gerariam empregos, movimentariam a economia, salvariam as aposentadorias e colocariam o País de volta nos trilhos do crescimento econômico.

Depois que todas as propostas de reformas liberais foram aprovadas, as consequências para o País foram as mais nefastas possíveis: hoje, os índices de desemprego são os mais altos da história, a precarização se intensificou severamente e, finalmente, houve a exclusão de milhões de brasileiros do sistema previdenciário. Este processo, como parte da destruição do estado de bem-estar social no Brasil, que começou no governo Temer, não só teve continuidade, mas se intensificou com Bolsonaro.

Além do aumento da população em situação de rua, do crescimento da insegurança alimentar e da fome, tem sido cada vez mais frequentes as denúncias de trabalho análogo à escravidão e de trabalho infantil, crimes que representam as maiores degradações das relações sociais e trabalhistas. São ilegalidades que não apenas vem sendo tolerados por este governo, como promovidas, uma vez que o próprio presidente defende a mudança na definição e caracterização de escravidão moderna.

Apesar de tudo isso, ainda é possível reformular e modernizar efetivamente a nossa legislação trabalhista, para garantir emprego, renda e dignidade para o conjunto da população brasileira. Para isso, no entanto, é fundamental o voto de cada um e cada uma nas eleições de outubro, nos candidatos que temcompromisso de verdade com o povo brasileiro, tanto no executivo, como no legislativo.

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