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  • Foto do escritorNilto Tatto

ARTIGO: O Brasil voltou




Mesmo que a política ambiental ainda não tenha mudado com a eleição de Lula, já temos muito o que comemorar. Passamos quase 4 anos sob um governo que negava as mudanças climáticas e os impactos ambientais da sua agenda, de expansão do agronegócio, da mineração e do garimpo em terras indígenas, além da contaminação do solo, da água e do ar. Agora a realidade é outra e o mundo todo já percebeu: o Brasil voltou ao debate internacional sobre as questões socioambientais. Voltou para ficar.


Esse compromisso pode ser observado facilmente no discurso do presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva, durante a conferência do Clima, a COP27, no Egito. Na ocasião, Lula sinalizou que o novo governo irá valorizar estas pautas e espaços, mas foi além, aproveitando a oportunidade para reconduzir o Brasil ao seio da comunidade internacional. O presidente eleito não perdeu a chance de cobrar os países desenvolvidos pelo cumprimento das promessas de financiamento aos países mais pobres, para enfrentar as mudanças climáticas. Há hoje um gargalo muito grande na busca por recursos, especialmente nos países que mais precisam.


Cercado por alguns dos integrantes do governo de transição, Lula se sentiu à vontade para dizer que o Brasil fará sua lição de casa, respeitando o meio ambiente e a vida; garantindo direitos aos povos originários; criando pastas e resgatando o sistema ambiental brasileiro, desde o Ministério do Meio Ambiente ao Incra, Ibama e ICMBio, por exemplo. Não é nenhuma surpresa que o discurso de Lula tenha sido tão bem recebido pelos chefes de estado presentes na COP. A grande maioria dos presentes ainda se lembra do sucesso brasileiro na redução de emissões durante os governos Lula e isso os sensibiliza demais.


O tema das Mudanças Climáticas é urgente para o mundo, mas especialmente para o Brasil. Quando Lula coloca esta pauta como prioridade, revela sua preocupação com o futuro da humanidade, reafirmando sua inclinação de luta contra as desigualdades mais severas, que voltaram a assolar a população brasileira.

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