ARTIGO: UMA CONQUISTA REAL
- Nilto Tatto

- há 8 horas
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Neste mês caiu na conta do trabalhador que ganha até R$5 mil mensais, o primeiro salário sem o desconto do Imposto de Renda. Não se trata apenas de um valor maior no extrato, mas o sinal concreto de que uma luta longa, difícil e muitas vezes desacreditada valeu a pena. Depois de anos de debate, resistência e pressão de interesses poderosos, a isenção do Imposto de Renda para essa faixa finalmente virou realidade, junto com a redução gradual dos descontos para quem ganha até R$ 7 mil.
Não foi fácil aprovar essa medida. Houve quem dissesse que era impossível (como dizem sempre que defendemos a classe trabalhadora), quem tentasse adiar, quem defendesse que o peso dos impostos deveria continuar caindo justamente sobre quem vive do próprio trabalho. Mas a vitória veio porque havia um princípio claro: não é justo que trabalhadores e trabalhadoras que lutam para pagar aluguel, comida, transporte e contas básicas continuem pagando mais impostos do que as classes mais abastadas da população.
Na prática, essa mudança reforça a renda das famílias e coloca mais dinheiro circulando no fim do mês, ajudando no mercado, no remédio, no material escolar e no pequeno comércio do bairro. Quando o trabalhador tem mais renda, a economia se movimenta, o dinheiro gira, gera consumo, emprego e crescimento. É uma política que faz bem para quem recebe e para o País como um todo.
Mas essa conquista vai além do bolso. Ela representa um passo importante na construção da justiça tributária, ou seja - cobrar mais de quem pode mais e aliviar o peso de quem vive do seu próprio trabalho. Significa reconhecer que um sistema justo não trata pessoas em situações desiguais como se fossem iguais.
O primeiro salário sem a mordida do Leão do Imposto de Renda é símbolo de esperança - mostra que mudar é possível, que a política pode servir à maioria e que o Brasil pode caminhar para um sistema mais justo, humano e sustentável. É uma conquista real, sentida no dia a dia e que aponta para um futuro com mais dignidade para quem trabalha.













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