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ARTIGO: COMO TARCÍSIO DESIDRATOU SP

  • Foto do escritor: Nilto Tatto
    Nilto Tatto
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

 


O governador Tarcísio de Freitas (SP) está brincando com o futuro de milhões de paulistas. A privatização da Sabesp, vendida como solução mágica, foi apenas o início de um projeto irresponsável que transforma um direito básico em mercadoria. A continuidade deste projeto é ainda pior: a entrega de sistemas estratégicos como Cantareira e Billings à iniciativa privada, justamente em um momento em que o mundo inteiro é alertado sobre a “era da falência hídrica”, expressão usada em relatório recente da ONU para descrever a crise global da água.

 

Não estamos falando de um produto qualquer. Água é vida, é saúde, é desenvolvimento. Submeter esse bem do qual todos dependemos à lógica do lucro é repetir um erro que já conhecemos de outros carnavais: modelos privatizados tendem a ser mais caros, mais excludentes e menos eficientes. Em todas as cidades e países onde a água foi tratada como negócio, a conta subiu e o serviço piorou. Quem paga o preço são sempre os mais pobres.

 

O governador Tarcísio de Freitas ignora deliberadamente esses alertas e aposta num caminho que prioriza os investidores, possivelmente seus doadores de campanha, em vez de garantir segurança hídrica para a população que o elegeu. Em um cenário de mudanças climáticas, secas mais longas e eventos extremos mais frequentes, o que São Paulo precisa é de planejamento, investimento público, proteção dos mananciais e combate às perdas na rede — não de contratos que colocam o lucro acima do interesse coletivo.

 

Entregar o controle dos nossos principais reservatórios é abrir mão da capacidade do Estado de planejar o futuro e proteger a população – é fugir de suas atribuições. A crise da água não se enfrenta passando a responsabilidade pra frente, se escondendo atrás de um discurso falacioso e covarde, mas com uma gestão pública forte e compromisso com as próximas gerações. Água não é mercadoria, mas um direito fundamental que precisa ser defendido.

 


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