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  • Foto do escritorNilto Tatto

ARTIGO: INTERESSES PRIVADOS CONTRA A VIDA




Imagem criada por IA

A catástrofe no Rio Grande do Sul chocou o povo brasileiro que, mobilizado, formou uma enorme corrente de solidariedade, em vigor até hoje. Água, colchões, roupas, cobertores, alimentos, móveis, brinquedos e tudo que se pode imaginar, sendo transportado em grande parte pelos Correios para atender famílias que perderam tudo. Agora que a água está baixando, os governos municipais, estadual e Federal terão uma dimensão melhor da gravidade da situação e das medidas que serão necessárias para reconstruir o Estado.


Enquanto isso, a tragédia também mobilizou enormes esforços do governo Federal, que vão do envio de recursos financeiros; mão de obra; teconologia e o envolvimento das Forças Armadas até a importação de arroz, para não haver ameaça de desabastecimento e inflação. A pauta também domina o Congresso Nacional, onde parlamentares dos mais diversos espectros políticos usam da tribuna para manifestar sua solidariedade e as Comissões para decidir como poderão encaminhar recursos para atender famílias e municípios.


Chama atenção, no entanto, que embora sejam legítimas as mobilizações de parlamentares para socorrer o Rio Grande do Sul, é apenas uma minoria que se preocupa em atacar as causas do problema, buscando caminhos para evitar que novas tragédias como esta se repitam. Com uma composição mais reacionária a cada legislatura, o Congresso está repleto de deputados e senadores que dão de ombros para a crise climática, pautando, votando e aprovando projetos que intensificarão ainda mais eventos climáticos extremos, como já foi provado cientificamente.


Da mesma maneira que pautam projetos que irão promover novas e mais intensas tragédias, os congressitas que compõe a Frente Parlamentar da Agropecuária ou estão na sua zona de influência, também barram sistemáticamente as propostas que poderiam minimizar o problema e ajudar as cidades brasileiras a enfrentar a crise climática. Infelizmente, ainda povoam a Câmara e o Senado, parlamentares que colocam seus interesses pessoais, privados e mesquinhos, acima não apenas dos interesses ou dos direitos do povo brasileiro, mas de suas próprias vidas.


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