• Nilto Tatto

ARTIGO: A ESTRELA DO BRASIL


O Coronavírus deixará os anos de 2020 e 2021 marcados para sempre na nossa história. Sob o governo de Jair Bolsonaro, o Brasil teve a pior gestão no enfrentamento à pandemia, seja nas mais de 620 mil mortes pela COVID; na volta do País ao mapa da fome; no recorde de desemprego; na desvalorização do real e até nos recordes de desmatamento e queimadas, impactando diretamente os povos tradicionais e indiretamente toda população.

É evidente que o quadro desesperador que o Brasil se encontra foi intensificado pela pandemia, mas não podemos ignorar que foram e continuam sendo as decisões políticas que impactaram e seguem impactando todas as esferas da vida, seja a economia, a saúde, a educação ou o meio-ambiente. Não por acaso, Bolsonaro foi eleito o pior presidente do mundo na gestão da pandemia, o número de mortes no País é um dos mais elevados no mundo e a moeda brasileira foi a que mais se desvalorizou no cenário internacional.

Se o Coronavírus não atinge países ricos e pobres da mesma maneira (uma vez que as nações desenvolvidas tem melhores condições financeiras de combater a pandemia e suas conseqüências), dentro de cada país, também são as parcelas mais pobres da população as mais impactadas. O governo Federal, no entanto, fez pouco caso dos moradores das periferias, dos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e dos pequenos produtores rurais. O resultado é este que estamos vendo: o Brasil mergulhado em uma crise sanitária, política, econômica, social e ambiental, mas também uma crise de valores, quase uma crise de identidade.

Isso porque o presidente da República e a política de Estado adotada por ele, vem sabotando dia após dia tudo aquilo com o qual o brasileiro historicamente se identifica: nossa cultura, nosso modo de vida, a forma como nos relacionamos e o ambiente onde estamos inseridos, sem falar em nossas próprias vidas. Ainda não sabemos o que nos espera em 2022, mas uma coisa é certa: teremos a oportunidade de escolher um caminho diferente deste que nos trouxe ao fundo do poço. Em 2022, teremos a oportunidade de fazer a estrela do Brasil voltar a brilhar.

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